A minha amiga Judite tem a minha idade. 35 anos. Um dia, com dores de barriga persistentes resolveu dar ouvidos ao instinto e foi a uma urgência hospitalar. Exames para a frente, exames para trás e tumbas, cancro no pâncreas. Merda. Grande merda. Vocês não a conhecem, mas eu conhecendo, sei que começou logo a organizar-se para ser ela a tratar do cancro e não o cancro a tratar dela. Falou com médicos. Vários médicos em hospitais e países diferentes. Em Portugal a solução não agradava. Passava por pouco mais que esperar que o cancro a vencesse, tentando diminuir a dor pelo meio do caminho. Na Alemanha propuseram-lhe alternativas. Eu não sei o que faria nem como reagiria na situação dela, é sempre difícil pormo-nos no lugar de alguém numa situação destas. Mas sei que não me apetece morrer já, nem daqui a um ano ou dois ou três. Ia querer muito ver os meus filhos crescer e ver o Francisco envelhecer (acho que ele vai ser um velhote sexy e estou curiosa) e portanto, ia tentar todas as alternativas que conseguisse.
Para isto, ela precisa de ajuda. Os tratamentos num hospital privado são bastante caros. Estar fora de Portugal também. Assim, foi criada uma página no Facebook onde têm todas as informações que precisam para poder ajudar e divulgar. Há acções virtuais, leilões, corridas, aulas de zumba, enfim, tudo o que um grupo de pessoas se vai lembrando para angariar fundos para que ela possa continuar a apostar nos tratamentos que lhe vão permitir ver a filha crescer e continuar a ser a "bossy" do grupo.
a horta já tem direito a etiqueta e tudo
futebol mas só porque estamos em alturas