And counting. Pois é, Janeiro já passou da metade e este bebé, cada vez maior, está a cada dia que passa mais presente nas nossas vidas. Já tem cama, espreguiçadeira e daqui a uns dias será a vez de lhe comprar a cadeirinha para o levar no carro.
Fui à consulta das 30 semanas no dia 13 e pedi para me fazerem umas análises porque trouxe de Portugal, além de mais 3 kg (shame on me, que a coisa estava a correr tão bem) uma infecção urinária. Em Lisboa fui à minha médica e fiz antibiótico, mas pelos vistos não resolveu o problema completamente porque voltei a ter sintomas de infecção. Assim, aqui repetiram as análises e vamos ver o que se segue. Aqui normalmente não são feitas as baterias de exames que fazemos em Portugal. Levei umas análises do primeiro trimestre aí de Portugal e a minha médica daqui ficou espantadíssima (para não dizer chocada) com a quantidade de testes e rastreios.
Aqui não há rastreios combinados, marcadores bioquímicos ou ecografias morfológicas (pelo menos como em Portugal). A principal preocupação é a diabetes gestacional e a quantidade de cálcio que as mulheres tomam.
Tive oportunidade de perguntar algumas coisas sobre as rotinas do parto aqui (episiotomias, utilização de analgesias, práticas de monitorização fetal) e fiquei esclarecida. Não há um plano de parto formal mas a médica pareceu-me bastante disponível para fazer as coisas como eu me sentisse melhor. A epidural não é considerada uma hipótese aqui. Os métodos de alívio da dor passam pela inalação de uma mistura de um gás sedativo com oxigénio e uma banheira de hidromassagem. Ah, e as prestimosas mãos do marido (aqui não há o politicamente correcto “companheiro” ou “pai do bebé” – é marido mesmo, que uma mulher solteira não pode ter filhos no hospital…)
O Afonso e a Francisca começaram esta semana na escola nova. É realmente bastante exigente, mas penso que eles podem ganhar muito com isso este ano. Quanto à organização da escola em si, a coisa deixa um bocado a desejar, mas começo a mentalizar-me que este mundo é assim; planeamento e organização não parece fazer parte do vocabulário desta gente… Agora é importante que se adaptem (outra vez) à escola, professoras e colegas para ver se o ano lectivo encarreira de vez.
Também já encaminhei o assunto empregada. Amanhã começa a trabalhar cá em casa uma rapariga do Sri Lanka. Optei por não a ter a viver connosco; vem todos os dias mas sai ao fim da tarde. Penso que por agora será a melhor opção. Não me imagino a partilhar a minha casa com uma pessoa que não conheço de lado nenhum, pelo menos neste apartamento essa solução não me parecia viável.
De modos que é isto, cá continuamos; vamos sabendo da actualidade portuguesa pela internet (muitas vezes mais valia ficar na ignorância porque há algumas notícias tão deprimentes que era preferível não as saber…)