É o último dia do ano lectivo. Passou a correr, este ano. No final parece-me que o saldo é positivo, apesar das escolas daqui serem muito diferentes das escolas portuguesas. O Afonso aprendeu a ler, a escrever e a contar. Pelo meio ainda aprendeu a falar, a brincar e até a sonhar em inglês. A Francisca também já lê algumas palavras, mas, tal como no português, o seu discurso em inglês ainda é meio abebezado. Foi um salto enorme desde a última escola com um ambiente super livre, democrático e criativo até esta escola, mais tradicional e conservadora e a meu ver, mais redutora. Mas não vale a pena matar a cabeça com isso. Aqui não vamos encontrar melhor que isto e resta-me a solução de ter que fazer todo o outro trabalho em casa. No relatório da Francisca vêm coisas como "tem boas maneiras", "é boa estudante", etc. Não me faria confusão, se estivéssemos a falar de meninos da escola primária. Mas não. Ela esteve na sala dos 3 anos. Precisava de correr, brincar às casinhas, ou só brincar, mesmo que não fosse às casinhas. Mas naquela sala não há brinquedos. Há mesas e cadeiras para os meninos estarem sentados, há um quadro onde a professora "ensina a lição". Mas o mais curioso é que eles gostam. Brincam à hora de almoço e depois em casa, muito. Estão todos orgulhosos de tudo o que aprenderam e fazem questão de o demonstrar. Saem felizes da escola todos os dias e até já têm amigos. Para mim chega, por agora.
a horta já tem direito a etiqueta e tudo
futebol mas só porque estamos em alturas