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Terça-feira, 6 de Outubro de 2009
Um mês disto...

E já não penso todos os dias em voltar para casa, mas também ainda não me sinto em casa. A pouco e pouco vamos construindo as nossas rotinas e vendo algumas coisas que podemos fazer por cá. As crianças já têm escola; espero ter acertado na escolha. O colégio é inglês, que era uma das nossas preferências, mas parece não ter aquela rigidez dos colégios ingleses típicos, o que neste ano de adaptação me parece ser uma vantagem...

 

Já me habituei ao calor; a verdade é que tem estado menos húmido. Quando estão 35ºC já dou por mim a pensar que está um dia bastante agradável. Ou seja, se no Verão tivermos que fazer praia na Ericeira, Sintra ou Peniche vamos sofrer um bom bocado.

 

Já me habituei:

 

 - a ver pessoas bastante diferentes de mim, seja na maneira de vestir, seja na maneira de estar;

 - a ver um homem com as suas várias mulheres e filhos sem estranhar, embora sinta sempre curiosidade em perceber como se relacionam todos uns com os outros;

 - a ver nas estradas pessoas que, mesmo sem beber bebidas alcoólicas, conduzem como se tivessem bebido, e bastante;

 - a ver porsches, maserattis, todo o tipo de carros de luxo e carros que nem imaginava existirem na mesma proporção que via renaults mégane e seat ibiza nas estradas de Lisboa (com a diferença que aqui as cores maioritárias dos carros são branco e dourado);

 - a ter que esperar 10 a 15 minutos por uma refeição de "fast food" (conceito que, aqui, definitivamente, não existe);

 - a ter que repetir várias vezes as mesmas coisas para que me percebam; e, ainda assim, quase nunca nada sair como eu pedi inicialmente;

 

Vou-me habituando:

 

 - a ir ao supermercado e existir uma pessoa em cada caixa só para arrumar as compras dos clientes (e às vezes, a pedido destes, carregar as compras até ao carro);

 - a ir às casas de banho dos centros comerciais e haver sempre uma pessoa a limpar imediatamente todas as gotas de água que salpicam quando as pessoas lavam as mãos;

 - ao facto de toda a gente ter empregados para tudo e para nada, a custar uma verdadeira ninharia por mês;

 - a ver prédios de mais de 30 andares ao lado de outros de 4, em cima das estradas, sem estacionamentos, com acessos completamente inadequados à dimensão que se pretende dar a zonas supostamente de negócios e empresariais;

 - a ver autocarros dos anos 80 com empregados da construção civil apinhados lá dentro, sem ar condicionado, com grades nos vidros, que vão sempre abertos;

 - a ver que, para cada tarefa aparentemente simples, contrata-se sempre o triplo de pessoas de que se necessita, apenas porque a mão de obra é ridiculamente barata.

 

Não me habituo:

 

- a saber que há pessoas aqui a trabalhar todos os dias da semana, sem folgas, por cerca de 100 dólares por mês;

 - à paisagem estranha desta cidade, que é na sua maioria, feia e com aspecto degradado, onde proliferam casas com uma "arquitectura" a que, definitivamente, é difícil habituarmo-nos;

 - ao desperdício que se vê em todo o lado (de água, de energia, de comida).

Publicado por Vanda às 09:52
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