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Segunda-feira, 1 de Junho de 2009
Enquanto não conto como correram as férias

Venho aqui só dizer que o que o Afonso gostou mais nesta semana foi de....

 

Andar de táxi (vai uma pessoa gastar dinheiro a ir para um hotel em Porto Santo para quê?? - uma voltinha de táxi tinha feito a festa...)

 

O que eu gostei menos nestas férias foi ter visto um velho enxotar um cão doente, abandonado, faminto e sedento com uma vara. Chateou-me ainda mais não ter descomposto o velho ali. Só fui capaz de ficar feita parva, de boca aberta. Na minha imaginação, saio de mim, pego na vara e dou no velho, para ver se ele gosta. Deixo-o doente, sozinho e abandonado. A ver se ele percebe que o coitado do cão não tem culpa nenhuma de andar pelas ruas do Alentejo, mais quentes que o inferno no verão, sem nada que beber ou comer e sem ninguém que cuide dele. Saio outra vez de mim e penso que se fizesse ao velho o que o velho fez ao cão, os meus filhos não iam perceber a mensagem de que aquilo não se faz. Mas pelo menos devia ter-lhe dito das boas. E não disse. Acho que o Afonso ao ver aquilo ficou tão aflito como nós. E não foi capaz de dizer nada, também. Só perguntou para onde ia o cão, agora. O cão agora vai procurar outro sítio onde pousar as pulgas, as carraças e as doenças que fazem com que os velhos não gostem dele, pensei eu. Vai tentar não levar mais vergastadas no lombo, que deve ser difícil. Vai tentar fugir, com muita dificuldade, por causa do calor, da sede, das doenças, do seu tamanho e pelagem nada adequadas aos 40º de temperatura que se fazem sentir na rua. Vai tentar fugir dos velhos que lhe batem com varas e que dizem aos gritos na rua que vão pegar nele, atá-lo com uma corda e levá-lo para os campos para lhe darem um tiro.

Cobri-me de vergonha. Pelo cão, por mim, pelos velhos, pelos meus filhos.

Publicado por Vanda às 14:06
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1 comentário:
De GIA a 4 de Junho de 2009 às 10:24
Há muito tempo que não passo por uma situação semelhante, porque já raramente vou à aldeia do meu pai. Sempre me fartei de chorar com a pouca sorte dos cães, sempre enxotados como se fossem culpados do seu próprio abandono, e o pessoal de lá sempre me achou esquisita. Hoje, a única pessoa que alimenta os animais vadios é a minha tia, acho que por nossa influência, e é ela que atura os restantes habitantes em como não tem juízo, pois "...mais valia encebar um porquito!"

Como reagiria eu? Da mesma forma, e com as mesmas fantasias acerca de tratar as pessoas tal e qual elas tratam os animais.

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