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Domingo, 27 de Novembro de 2011
Se não fossem estas coisas, não tinha nada interessante para contar

 

 

 

Como já contei aqui há tempos, andamos com as questões burocráticas para trás e para a frente. Ora, chegou a vez de pedir a carta de condução emirati. Informados sobre o preocedimento, lá fomos nós até à Emirates Driving Company. Uma coisa é verdade: o Sócrates deve ter passado por aqui para fazer consultoria. O sistema aqui é um verdadeiro SIMplex; a única diferença para o  SIMplex português é que este funciona mesmo. Chegámos à escola e encaminharam-me para uma sala onde "menino não entra". Entretanto, tive que chamar mesmo o "menino" porque tive que ter a autorização dele por escrito para poder ter a minha carta (este assunto das autorizações do marido para tudo e para mais um par de botas merece post dedicado, que assuntos sérios não se misturam desta maneira atabalhoada!). Depois de ter a autorização, disseram-me que ia ter um exame de código e um teste de condução e perguntaram-me se me sentia pronta para fazer tudo naquele dia. Disse que sim (pior que os locais não conduzo de certeza, pensei eu). Passado 5 minutos vem uma senhora com um poster com uma série de sinais de trânsito. Escolhe uns ao calhas e pergunta-me o que querem dizer. Quando hesitei num deles, explica-me o que é (era um daqueles sinais temporários, de obras) e passa para outro. Ao fim de 3 ou 4 sinais, diz "Halas", que quer dizer mais ou menos "Já está" e diz que eu passei no código. O mais engraçado é que os sinais tinham todos legenda, ou seja, para passar no exame basta saber ler.

Dizem-me para esperar para ser chamada para o exame de condução. Esperei um bom bocado e depois fui encaminhada para um autocarro. Esse autocarro iria levar a mulherada toda para o exame. O carro do exame seguia à frente e cada uma conduzia um troço e voltava para o autocarro. Como eu era a única ocidental e não percebia nada da conversa que o motorista ia mantendo animadamente com as minhas companheiras em árabe, fui a última a fazer o exame. Os outros exames consistiam em conduzir cerca de 200 metros a direito, entrar numa rotunda, andar mais 100 metros a direito e trocar com a próxima examinada. Eu como fui a última tocou-me levar o carro até à escola. Não estava nada preocupada ou nervosa porque como já tenho carta não havia motivo para nervosismos. Quando cheguei ao carro, perguntaram-me há quantos anos conduzia e respondi-lhes que tenho carta há 14 anos. Ficaram impressionadas por causa do meu ar jovem e disseram "Mashallah" (Deus te abençoe). Disseram-me para andar e lá comecei. Entretanto, entro na primeira rotunda e faço como é regra em Portugal: uma vez que ia sair apenas na 4ª saida, ponho-me na faixa da esquerda. Depois, à medida que me aproximei da minha saída, fui mudando de faixa até estar na faixa mais à direita imediatamente antes de sair. Aqui, olho pelo espelho e vejo a examinadora do banco de trás agarrar-se ao apoio dos passageiros e estranhei. Pensei "será que vou muito depressa?". Confirmei que ia mais ou menos a 50 km/hora e segui. Outra rotunda, novamente o procedimento igual. Até chegar à escola de condução apanhei mais duas ou três rotundas e fiz sempre o mesmo. Quando chego ao fim do exame, a senhora diz-me para parar o carro. Diz-me que passei no exame, mas só porque já tinha carta anteriormente. De resto, acrescentou, eu não sabia NADA das regras da estrada. TODAS as rotundas tinham sido mal feitas  e eu devia rever as regras do código da estrada dos Emirados. Fiquei indecisa entre perguntar porquê ou ficar calada, não fosse ela perceber que eu nunca pus as vistas em cima do código da estrada daqui (nem sabia que existia um código formal, escrito. Pensei que as regras da estrada se resumissem mais ou menos a: queres virar, guinas o camelo à direita, queres seguir em frente, segues em frente, não necessariamente a direito...). Ao ver que eu estava a milhas do que poderia ter feito mal, a antipática senhora lá me explicou que nas rotundas entra-se sempre na faixa da esquerda, a não ser que se vá para a primeira saída (até aqui tudo bem). É PROIBIDO mudar de faixa numa rotunda. E finalmente (e aqui fiquei a perceber muitas coisas) para sair da rotunda, corta-se a direito, ou seja, estou na 3ª faixa, passo à frente de todos os que vêm dentro da rotunda e saio para onde quero, "cortando" a rotunda e entrando na minha saída directamente. Daí ser constante eu ir na faixa do meio e o carro da esquerda se atravessar à minha frente para sair à direita. Fez-se luz, mais uma vez. Eu é que estava errada,  meu Deus! Se por azar alguma vez tivesse tido um acidente numa rotunda (e aqui acontecem aos milhares, vá-se lá perceber porquê!) eu seria culpada. Agora fiquei intrigada com uma coisa: para que raio servirá então uma rotunda com três faixas, se a da direita serve só para a primeira saída e a da esquerda serve para as outras todas e nem sequer se pode circular entre faixas dentro da rotunda??

 

 

Publicado por Vanda às 05:39
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