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Terça-feira, 25 de Outubro de 2011
Assalam Alekum

And Welcome to the UAE.

Estas foram quase as primeiras palavras que ouvimos à chegada. O calor, a humidade, o frio do ar condicionado em todo o lado, as roupas, os costumes, as hordas de emigrantes do sudoeste asiático com as suas trouxas em forma de bagagem fizeram-me sentir num regresso e não num reinício. O regresso a uma casa fora de casa. Lembrei-me do Bahrain e das primeiras impressões que tive ao aterrar, dois anos antes, no aeroporto de Manama. A onda de choque que me invadiu em Setembro de 2009 nem sequer se fez sentir desta vez. Sabia exactamente o que me esperava.

Bem, não exactamente, é verdade. Uma das grandes surpresas que me esperava foi o verde desta cidade. É completamente inverosímil esta abundância de relvados, árvores, plantas e flores de todos os tipos no meio de um sítio que devia ser deserto. Outra diferença que notei, apesar desta já não ser surpresa é a ostentação e exuberância daqui. Abu Dhabi é uma cidade muito mais ostensiva que Manama. Aqui, tudo o que luz é ouro, quase literalmente. Há máquinas de levantamento de barras de ouro em alguns centros comerciais e hotéis, os carros, que já me impressionavam bastante no Bahrain, aqui são muito mais potentes, brilhantes e luxuosos.

Os primeiros dias serviram para nos situarmos. Eu ainda ando aqui meia aos papéis, sempre agarrada ao GPS e mesmo assim perco-me muitas vezes. Mas a cidade é organizada; temos vias rápidas (equivalentes a verdadeiras auto-estradas, em Portugal) para todo o lado. 4 ou 5 faixas em cada sentido e muitos carros a vir de todos os lados – nisso continuamos num país típico do Médio Oriente. A condução é muito parecida, ou seja, tudo ao molho e fé em Allah.

O Afonso e a Francisca já estão na escola, começaram no domingo passado. É um colégio inglês, que parece um bocadinho frio e impessoal em termos de instalações e aspecto exterior dos edifícios. Mas as professoras são bastante atenciosas e até quase carinhosas. Aqui não há o tipo de educadora e professora querida a que estamos habituados nos jardins-de-infância e escolas primárias portuguesas. Mas até aqui parece-me bem; parece-me haver equilíbrio entre as regras e a disciplina e o outro lado, da brincadeira livre e da expressão da criatividade. As crianças são provenientes de vários países, o que é bom.

Ainda não alugámos uma casa, estamos à procura de uma que não nos leve o couro e o cabelo. Aqui é que a porca torce o rabo (o que os meus filhos se iam rir se ouvissem esta expressão, que inclui palavras tão engraçadas como porca e rabo, mas isso fica para outro post….). A lei de arrendamento é uma coisa surreal. Quem quer ser inquilino quase não tem direitos, só deveres. Paga-se adiantado um ano de renda, não há cá pedidos especiais (tipo o fogão está num estado nojento, quero que o substitua), se quisermos sair da casa antes do ano de contrato terminar, na maior parte dos casos perdemos o dinheiro todo da renda, temos que contratar e pagar todos os serviços relativos à casa, etc., etc. Que saudadinhas dos senhorios do Bahrain, que até talheres nos incluíam no serviço….

Ainda andamos às voltas com papéis e procedimentos e legalizações. Na nossa to-do list está a obtenção de licença para comprar álcool. Aqui pedem uma carta da empresa a dar autorização para a obtenção da dita licença, comprovativo do ordenado (para calcular quanto podemos gastar por mês em booze, não é lindo?!) e depois podemos candidatar-nos à tal licença que nos vai permitir beber Porta da Ravessa ao preço de Pêra Manca.

 

Publicado por Vanda às 11:03
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