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Segunda-feira, 2 de Junho de 2008
Dia da Criança

Quem nos conhece um bocadinho sabe que não somos muito de festejar os dias internacionais de coisa nenhuma.

Tenho para mim que não é por haver dias que assinalam o facto de sermos mulheres, mães, pais, namorados ou crianças que alguma coisa seriamente muda na nossa vida ou na nossa sociedade. Prefiro fazer uma surpresa aos miúdos num dia em que tenha tempo ou disposição para isso do que celebrar dias pré fabricados, onde a alegria de estarmos todos juntos se dilui nas filas que temos de enfrentar para entrar nos sítios, onde muitas vezes as pessoas perdem até a educação e a noção de comunidade e civismo só porque estão há horas a tentar entrar num sítio onde há mais 50000 pessoas a querer fazer o mesmo.

Mas reconheço que o dia da criança me faz pensar. De há quatro anos para cá que me faz pensar mais do que antigamente fazia.

Faz-me pensar nas crianças que não o são.

Nas que não têm pai nem mãe para festejar dias especiais.

Naquelas para as quais um dia especial seria aquele em que têm direito a uma refeição completa.

Nas que, tendo pai e mãe, não os conhecem e sentem na pele que eles se estão nas tintas para si.

Nas que sofrem abusos (físicos e psicológicos) dos pais.

Nas que estão doentes e sozinhas.

Nas que têm tão pouco que um ciclone, um terramoto ou uma cheia faz com que fiquem sem nada.

E nestes dias, mais do que nos outros, penso em que medida eu poderei fazer alguma coisa para contrariar isto. Porque muitas vezes não é preciso atravessar continentes para encontrar estas crianças. Muitas vezes nem é preciso mudar de país, nem de cidade. Às vezes nem é preciso sair do nosso bairro, da nossa rua. E não sei, a maior parte das vezes, como se muda isto. Como se "obriga" os pais a gostar dos filhos, a dar-lhes afecto, educação, alimentação, saúde? Como se "obriga" a sociedade a criar pessoas equilibradas, completas e felizes, sem carências básicas? Não sei, mas gostava de saber. Ontem não corri a nenhum dos sítios onde crianças felizes brincavam com os seus pais, não corri a nenhuma loja para comprar um presente aos meus filhos. Nem sequer passei a maior parte do dia com eles. Mas eles sabem que nunca lhes vou deixar faltar o básico, que tudo o que tenho dentro (bom ou mau) é deles e para eles.

Publicado por Vanda às 11:33
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1 comentário:
De Anónimo a 9 de Junho de 2008 às 12:23
Gosto muito das tuas reflexões que evidenciam sempre a íntegridade, a generosidade, a sensatez e inteligência que te definem.
Já estás a fazer a tua parte, sabes?! A nossa participação para um mundo melhor começa dentro de nós, da nossa casa, do nosso quintal, da nossa rua, do nosso bairro e vai por aí fora. Há quem deposite dinheiro todos os meses nessas associações humanitárias de grande nome, mas não abra a porta depois de ver pelo ralo que quem está do lado de lá é uma mulher de ar desleixado com um bébé ao colo. Claro que estas situações têm os seus reversos e perigos. A pobreza, muitas vezes, é a do espírito, mas eu prefiro abrir a porta e oferecer comida e roupa, assim, directamente, pessoalmente.

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