Ontem depois do trabalho o Francisco quis ir andar de bicicleta com os miúdos. Eu disse que era capaz de ainda estar muito calor para irem. E ele disse que nada disso, estava bastante agradável e até corria uma aragem. E tinha razão, estavam só 39,5ºC às seis e meia da tarde, bem bom para a passeata...
Finalmente consegui perceber a utilidade de ter um frigorífico com fechadura. Serve para o trancar quando o António decide abri-lo só para tirar tudo lá de dentro. É um descanso, agora já (quase) nem tenta abri-lo...
O pequenino abre o armário, tira o tablet da bolsa, liga-o e pede-me para pôr no "tutu" (youtube)...
É sempre o mesmo, todos os anos... Começa a humidade e o meu cabelo, que é de um liso escorrido que dá dó, ganha vida. Todo ele ganha curvas e jeitos que, não fosse o caso de ser super fino e sem volume, até poderiam ter graça. Num cabelo sem volume e pouco denso, fica só ridículo.
Para piorar, não vejo um cabeleireiro desde que cheguei a Abu Dhabi, há quase 8 meses. Ou melhor, ver cabeleireiros vejo, mas assim que os meus olhos batem na lista de preços, volto costas e venho-me embora. Não é por ser forreta, mas ter uma senhora qualquer, que deve ser tão cabeleireira como eu, a cobrar como se fosse o Déssange em pessoa deixa-me um bocado chateada. E depois, quando vejo algum corte que gosto em alguém que conheço e pergunto mais informações, chego à conclusão que as pessoas acham razoável pagar 150€ para cortar e secar o cabelo! 150! Eu em Portugal faço o mesmo por 17,5€. Assim, apanho o cabelo todos os dias e já está. De qualquer maneira já falta pouco para aí estar, quem já esperou estes meses todos aguenta mais umas semaninha de rabo de cavalo :-)
Há, mas não se fazem notar da maneira convencional. Não há aquele Outono ou Primavera com as características de Portugal. Mas nós percebemos muito bem quando o tempo vai mudar. Ainda não temos articulações que nos indiquem isso (lá chegaremos, com a idade e o reumático), mas o nosso aparelho digestivo é o nosso guia. Cá em casa, quando a estação vai mudar somos invadidos por uns bichos que nos atacam o estômago e os intestinos e é um festival de diarreias e vómitos a que ninguém escapa ileso (apesar de eu, a maior parte das vezes, me aguentar e resisitir aos malvados). E assim sabemos de antemão que vem aí alteração climática. Acontecia no Bahrain e acontece aqui. Ainda agora, antes do calor a sério começar tivemos uma semanita em que o bicho varreu todos cá em casa. Agora estamos finos.
Viver fora também é bom por isto: ficamos com um sistema imunitário multicultural, adaptado a todo o tipo de bicheza do sub continente asiático e arredores. Lidamos com bichos da Índia, do Sri Lanka, do Paquistão (há diferença, subtil, mas há diferença!), das Arábias e países do Golfo, da Europa (do sul e do norte), enfim, um cortejo etnográfico de bichos que só vem enriquecer a nossa experiência internacional...
No dia 11 de Maio de 2007, às 15h24 (que curiosamente também calhou a uma sexta-feira), inaugurei o Umbigo com este texto
À volta do meu umbigo passam-se muitas coisas, umas óptimas, outras nem por isso.
Já está um bocadinho descatualizado porque a Rita Quintela já não escreve a rubrica "Mães como nós" na revista Pais&Filhos e o título da minha lista de links também mudou de nome entretanto. A imagem mudou um bocadinho desde esta primeira postagem, mas o essencial manteve-se. Venham mais 5!
Já temos uma página no Facebook! Vão lá, fiquem a par das novidades e se for caso disso, façam "Like"!
Estamos a 6 semanas de aterrar na Portela! Aqui por casa já só se pergunta os dias que faltam. Contabilizam dias, semanas, fins de semana e pedem-me um roteiro detalhado de todas as pessoas que vamos ver e quanto tempo ficamos com cada uma. Quem disse que as férias são para descansar?
E a Francisca é tão parecida comigo que me perguntou se eu achava que a osga estava na cama dela....
Agora não a vejo em lado nenhum. Com a sorte que eu tenho, deve estar escondida debaixo da minha almofada ou no meio da minha roupa...
Se o forro dos bolsos dos vossos mini-calções fica à mostra porque é mais comprido que os calções em si, isso se calhar quer dizer que os calções são muito curtos. Ou serei eu que estou a ver mal a coisa? Eu estou para a moda como o Cristiano Ronaldo está para a Literatura, uma completa outsider, mas há coisinhas que não compreendo, juro.
A Francisca recebeu um peluche nos anos e o António batizou-o de habibi. As aulas de árabe na creche pelos vistos começam a dar frutos....
E lá vamos nós outra vez. Criança com dois anos = tirar as fraldas. Ou melhor, criança com dois anos e com maturidade e entendimento suficientes, evitando-se assim birras resultantes da frustração e traumas infantis que não cicatrizam e conduzem a adultos com dificuldades de relacionamento (à cautela, não vá algum psicólogo estar a ler-me) = tirar as fraldas. Não estamos no bom caminho, confesso.
O rapaz vai ao bacio aí desde os 10 meses e não reclamava. Começou aos dez meses porque eu estava todo o dia com ele em casa e reparei no padrão escatológico hiper regular da criatura (não estava a querer pressioná-lo para tirar as fraldas aos dez meses, ok?). Assim, depois do pequeno-almoço e depois do almoço punha-o no bacio, ele fazia o seu cocózinho, eu aplaudia e cada um voltava feliz à sua vidinha. Ele porque tinha recebido cantigas, aplausos e beijinhos pelo feito, eu porque sempre poupava duas fraldas por dia e me apraz mais limpar um rabo saído do bacio ou da sanita do que um rabo besuntado de cocó esborrachado na fralda. Adiante. Pois agora acho que se deu a revolta contra o bacio. Se antes era só alegrias, agora é só berraria. Chora que nem um condenado, aperta-se todo e ou faz no chão, quando eu desisto de o ter lá sentado, ou espera pela fralda da sesta/noite para fazer. Aqui em casa tem andado sempre sem fralda e, claro, eu atrás dele de esfregona na mão. Ontem foi para a creche de cuecas e teve dois "acidentes". Eu vou usar a fórmula que já resultou duas vezes: não lhe por a fralda e deixá-lo andar a sujar-me a casa toda quando tem vontade. Não ralho, repito várias vezes que é para usar o bacio, limpo e isto qualquer dia há-de parar. Acredito que ele também não goste da sensação de estar sujo e faço figas para que seja uma questão de (pouco) tempo...
a horta já tem direito a etiqueta e tudo
futebol mas só porque estamos em alturas